segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Ajude a salvar a vida do Dr. Dorda

Solidariedade Internacional para
salvar a vida do Dr. Abuzaid Dorda
De: Mathaba e Turtle Bay
Retirado em 11.09.2011 de sua residência, o Dr. Abuzaid Omar Dorda, respeitada figura internacional, alto funcionário e anterior embaixador líbio na ONU, tem sido desde então cruelmente torturado pelos membros do Al-Qaeda do Comando Militar de Trípoli e do Conselho Nacional de Transição da Líbia. Uma representante da ONG Human Rights Watch, chamada Susan, afirmou tê-lo visto há duas semanas atrás e disse que "ele estava bem"!?! Logo depois Susan deixou o país.
Pessoas como o Dr. Dorda são importantes para qualquer perspectiva futura de paz na Líbia. Atualmente sua vida está em grave perigo, pois a brigada da Al-Qaeda de Belhaj Abdelhakim, que tomou o Comando Militar em Trípoli, está tentando matá-lo.

Estamos pedindo à comunidade internacional, às organizações humanitárias, à ONU e ao Conselho da Europa para exigir a imediata libertação e garantias para a vida deste respeitado homem, cujos direitos humanos estão sendo grosseiramente violados pela "nova democracia" do regime líbio.

Ele foi jogado por uma janela e um de seus médicos disse à sua família que ambas as pernas foram quebradas e ele tem sido gravemente espancado e torturado desde o mês passado.

De acordo com o blog Turtle Bay, da revista Foreign Policy, as circunstâncias terríveis de detenção Dr. Abuzaid Dorda levaram seu genro Adel Khalifa Dorda a escrever um apelo ao Secretário Geral da ONU Ban Ki-moon e ao Presidente do Conselho de Segurança da ONU em que ele diz, entre outras coisas, que "Mr. Dorda sobreviveu a uma tentativa de homicídio ontem à noite, 25 de outubro de 2011, nas mãos de seus guardas no edifício onde foi preso. Ele foi atirado do segundo andar ocasionando-lhe vários ossos quebrados e outros ferimentos graves. As autoridades foram forçadas a remover Dorda para o hospital Maitiga em Trípoli, onde a partir de agora ele está sendo mantido sob condições extremamente precárias. Dorda não está recebendo o tratamento adequado devido e legalmente concedido a um prisioneiro político, menos ainda aquele exigido nos termos dos direitos humanos e de outros tratados internacionais".

Lizzie Phelan, uma jornalista independente da Grã-Bretanha, que estava reportando da Líbia durante os bombardeios da OTAN, disse:
"A mídia líbia tentou dizer que o Dr. Abuzaid Dorda, um dos membros mais respeitados da política da Líbia na história recente, tentou cometer suicídio. Todo mundo sabe quão desafiante e forte é o Dr. Dorda e que isso está longe da verdade.
A realidade é que ele foi jogado por uma janela e um de seus médicos disse à sua família que ambas as pernas foram quebradas e ele foi espancado e torturado durante o mês passado.
A última pessoa a vê-lo foi uma mulher da Human Rights Watch chamada Susan há duas semanas atrás, que disse que ele estava bem! (Desde então ela deixou o país).
A família não teve qualquer contato com ele desde que ele foi detido e eles não têm meio de contatá-lo num momento em que está claro que agora a brigada Al-Qaeda de Abdelhakim Belhaj em Trípoli está tentando matá-lo.
Uma figura como o Dr. Dorda é importante para qualquer perspectiva de futuro de paz na Líbia e as possibilidades de uma revolta são elevadas se ele for morto.
Eu recebi um relatório confiável de que os "rebeldes" tentaram assassinar o respeitado irmão Dr. Abuzaid Dorda, um alto membro do governo líbio que é tido em alta estima pelo povo líbio.
O Dr. Dorda não vai ceder às torturas que eles tentam lhe infligir (a quebra das duas pernas e outras piores) e entregar as informações que querem desesperadamente dele.
Ele foi um embaixador para as Nações Unidas, mas podemos agora esperar que as Nações Unidas e todas as outras instituições de ‘direito internacional’ o considerem enquanto uma figura veterana de um Estado soberano que está ameaçada de assassinato por seus lacaios?"

Aqui estão algumas coisas que NÓS PODEMOS FAZER para AJUDAR o Dr. Abuzaid DORBA. Levam apenas alguns minutos do nosso tempo, mas poderão fazer uma diferença entre VIDA e MORTE para ele:
1. Telefonar para o Conselho de Segurança da ONU
a) Por favor, chame o embaixador russo no Conselho de Segurança da ONU, o embaixador Churkin. Os números são os seguintes: +1 212 861 4903 (Secretário/Assistente) e +1 212 861 4327 (Serviço de Imprensa).
b) Por favor, chame o embaixador chinês no Conselho de Segurança da ONU, o embaixador Li Baodong. O número é: +1 212 655 6100.
2. Enviar emails
Copie e cole o texto acima ou escreva o seu próprio e envie para os seguintes endereços:
rusun.press@gmail.com e/ou rusun@un.int (Rússia)
ChinaMissionUN@Gmail.com
India@un.int
portugal@un.int
contact@lebanonun.org
delbrasonu@delbrasonu.org
siumara@delbrasonu.org
bihun@mfa.gov.ba
colombia@colombiaun.org
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presidentrsa@po.gov.za
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domingo, 30 de outubro de 2011

Jornalistas são criminosos de guerra!

Qual é a média de mortes nas guerras atribuída a cada jornalista?

Julian Assange, do WikiLeaks, fala na Assembléia de Massa Antiguerra de 8 de outubro de 2011, em Londres, no 10º aniversário da guerra do Afeganistão e da formação da Coalisão Pare a Guerra (Stop the War Coalition).

Num discurso simples e direto, Assange fala da elite transnacional que rapina o dinheiro dos impostos no mundo, num processo de lavagem em que usam as lavanderias tétricas de guerras iniciadas por mentiras espalhadas pela mídia cúmplice e os rios de sangue de centenas de milhares de pessoas vitimadas. No final desse processo de lavagem, o dinheiro dos impostos de todos os países foi parar, de um modo "legal", nas contas bancárias dos proprietários dessas empresas que vendem os serviços, os armamentos, a destruição, e, depois, vendem a reconstrução do que foi destruído e tomam conta da exploração política e econômica do nova ordem instaurada. Para centenas de milhões de pessoas restou a miséria, a barbárie, o desemprego, a fome, a desesperança.

Mas para Assange, "se as guerras podem ser iniciadas por mentiras, a paz pode ser iniciada pela verdade". Assim, para além do desespero, vislumbra-se a tomada e conquista do poder para um mundo de paz por meio da união das forças de resistência e de valores comuns, com a ampla divulgação da verdade para o mundo todo contra as mentiras da grande mídia corporativa belicista.



Obrigado. Obrigado.

Bem, que multidão maravilhosa. Não é uma multidão que eu consigo ver frequentemente, mas é muito animador ver que tantas pessoas se importam com os valores que eu acalento.

E há algo sobre o qual eu quero falar. O que nós podemos fazer com nossos valores? O que nós podemos fazer de algum modo com relação a esta guerra? Porque a realidade é que Margaret Thatcher tinha razão: não há mais qualquer sociedade. O que há é uma elite transnacional de segurança que está ocupada repartindo, esquartejando o mundo, usando o dinheiro de seus impostos.

Para combater essa elite nós não devemos requerer, fazer petições. Nós devemos tomar, assumir, conquistar. Nós devemos formar nossas próprias redes de força, resistência e valores comuns, que possam desafiar aquelas forças e os valores de interesses-próprios dos fomentadores de guerra neste país e em outros que formaram de mãos dadas uma aliança para tomar o dinheiro dos Estados Unidos, de cada país da OTAN, da Austrália, e lavá-lo através de Afeganistão, lavá-lo através de Somália, lavá-lo através de Yemen, lavá-lo através do Paquistão, e lavar esse dinheiro no sangue das pessoas.

Eu não preciso contar-lhes a depravação, a perversidade da guerra. Vocês todos estão por demais familiarizados com suas imagens, com os refugiados da guerra, com a informação que nós temos revelado mostrando a miséria, a sordidez cotidiana e a barbaridade da guerra. Informações tais como das mortes individuais de 130.000 pessoas no Iraque -- mortes individuais -- que foram mantidas secretas pelas forças militares dos EEUU, que negaram que alguma vez tivessem contado as mortes dos civis. Em vez disso eu quero dizer-lhes o que eu penso que seja o modo como as guerras surgem e como as guerras podem ser desfeitas.

Nas democracias (ou nas pseudo-democracias para as quais nós estamos evoluindo) as guerras são um resultado das mentiras. A guerra de Vietnam e o empurrão para o envolvimento dos EEUU foram resultados do incidente do Golfo de Tonkin (uma mentira). A guerra de Iraque é notoriamente um resultado de mentiras. A guerra na Somália é um resultado de mentiras. A Segunda Guerra Mundial e a invasão de Polônia foram resultados de mentiras cuidadosamente construídas. Isso é guerra pela mídia.

Perguntemo-nos a nós mesmos sobre a mídia cúmplice, que é a maioria da grande imprensa, qual é a contagem média de morte atribuída a cada jornalista?

Quando nós compreendermos que as guerras surgem como resultado das mentiras espalhadas ao público britânico e ao público americano e ao público de toda Europa e outros países, então quem são os criminosos de guerra? Não são apenas os líderes, não são apenas os soldados, são os jornalistas. Os jornalistas são criminosos de guerra.

E embora se possa pensar que isso deveria nos conduzir a um estado de desespero, que a realidade que está construída em torno de nós é construída por mentirosos, é construída pelas pessoas que estão próximas daqueles que eles deveriam estar policiando, ela deve nos conduzir igualmente a uma compreensão otimista porque se as guerras podem ser iniciadas por mentiras, a paz pode ser iniciada pela verdade.

De modo que seja nossa tarefa e seja a tarefa de vocês. Vão e obtenham a verdade. Entrem em campo e peguem a bola e dêem-na para nós e nós iremos espalhá-la por todo o mundo.


domingo, 16 de outubro de 2011

a bandeira dos genocidas

Apelo ao mundo: genocídio em Sirte!

Bem na cara dos Europeus que fingem não ver, sicários da OTAN exterminam famílias inteiras de civis desarmados

Tradução:

ARGÉLIA ISP / Segundo o sítio web Zengtena da Resistência Líbia, o Diretor Geral da TV síria El Rai, Mishaan Jabouri, disse que neste sábado dia 15 de outubro, os rebeldes do CNT e da OTAN perpetraram um genocídio contra civis em Sirte. Eles executaram famílias inteiras, prisioneiros e feridos, o que levou o Sr. Mishaan Jabouri, a fazer um apelo a qualquer pessoa ou organismo que tenham relações com as organizações internacionais preocupadas com crimes de guerra e os direitos humanos, da Cruz Vermelha, do Crescente Vermelho e políticos, instituições religiosas e de assistência para tentar ir a Sirte e fazer cessar estes crimes.

Ele acrescentou ainda que faz um apelo a todos os militantes e ativistas na internet para disseminar essa informação de genocídio contra a população civil em Sirte para que o alerta chegue às instituições internacionais e nós possamos salvar o que pode ser salvo da população de Sirte.

Será necessário condenar por crimes de guerra todos os responsáveis pelos crimes contra civis da cidade de Sirte, precisamente os líderes da CNT que vivem na Europa.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Canções para Líbia e Qaddafi


Este video musical foi feito por dois jovens músicos liberianos, mzone & azeez jackson, em 2008, quando Muammar Qaddafi foi eleito presidente da União das Nações Africanas. Qaddafi defendeu a formação de um “Estados Unidos da África” com sua própria e única força militar, própria moeda única, além de passaporte para os africanos viajarem dentro do continente. Isso reduziria significantemente ou até eliminaria a dependência da África perante os países imperialistas.

Mohamer * * Gaddafi
Muammar * * Qaddafi
is our hero * * Africa hero
 é nosso herói * * herói da África
he is the one health us
Ele é aquele que brinda à nossa saúde
he is the one come and hold us then show us the way
 ele é aquele que vem e nos defende e nos mostra o caminho
ooh is our hero * * Africa hero
ooh é nosso herói * * herói da África
when could not see * * * our hero made it be
quando não se podia ver * * * nosso herói tornou possível
when could not work * * * our hero made it be
quando não se podia trabalhar * * * nosso herói tornou possível
in your heart * * * we could never get it on
em seu coração * * * nós nunca poderíamos consegui-lo
we think that all is gone
nós pensamos que tudo tinha se acabado
we like baby on mother breast
nós como um bebê no peito da mãe
we like baby sucking on mother breast
nós como bebê mamando no peito da mãe
ooh hero *** Africa hero
ooh herói *** herói da África
RAP CHOURS
CÔRO RAP
Mohamer Gaddafi he is the one we talking about
Muammar Qaddafi ele é aquele sobre o qual estamos falando
he is come around us like angel and hold our hand
ele vem nos visitar como um anjo e segura nossa mão
like man in the mirror * * * saw the vision
como um homem no espelho * * * viu a visão
put nation together * * * he is a hero
reuniu a nação * * * ele é um herói
making life have meaning * * * never leave us in dark
fazendo a vida ter significado * * * nunca nos deixe no escuro
never same think change * * * never leave us in our hurt
nunca mesmo pense em mudar * * * nunca nos deixe em nosso sofrimento
like Kwame Nkrumah & se lase in our memory is hurt
como Kwame Nkrumah & Selase  em nossa memória é sofrimento
we pray god every day * * to keep our hero the guide
oramos a Deus todos os dias * * para manter nosso herói o guia
makeing the way for this man let enemy ‘s die
abrindo caminho para este homem deixar o inimigo morrer
Mohamer Gaddafi we love you and wish the best
Muammar Qaddafi nós amamos você e lhe desejamos o melhor
***********************************
**********************************
is me Azeez Jackson greating from Liberia
eu sou Azeez Jackson saudando da Libéria
in speshal corporate with little brother
num trabalho especial com meu irmãozinho
Mazen Abdo Mohamed slime sudane from Halfa
 Mazen Abdo Mohamed esbelto sudanês de Halfa
share dedication to you our father
compartilhando dedicação a você nosso pai
Gaddafi Mlaeka * * Africa is better
Anjo Qaddafi * * a África é melhor 
when come togather
 quando se junta
stoping all that feeling when make us break up
cessando todo aquele sentimento que nos faz rompidos
bringing the one make our mine stuck up
e que traz aquilo que entrava nossa mina 
share feeling make us get the reason
compartilhar sentimentos nos faz ganhar a razão 
in this seazon
nesta estação
when all come togather one will see meaning
quando todos vierem juntos em um veremos o significado
on nation one people * * * Africa beginning
de uma nação um povo * * * início da África 
we tallking about all love we talking about all huge
estamos falando sobre todo o amor falando sobre toda a grandeza
we talking about all the love you give us when you starter
falando de todo o amor que você nos dá quando você dá partida 
honoring & respect we give it to you
honra e respeito nós prestamos a você
Mohamer Gaddafi
Muammar Qaddafi
we love you and we wish the best 
 nós amomos você de lhe desejamos o melhor






The Max Levine Ensemble

Fight Muammar!
Lute Muammar!
 
The war will rend the silence with a blast
A guerra despedaçará o silêncio com uma explosão
And night the peace and sleep will hunt away


E a noite a paz e o sono serão afugentados
Bengazi peaceful streets that yesterday were calm

As ruas pacíficas de Bengazi que ontem estavam calmas
No anymore repose…

Não mais sossegarão...
They they fall upon your home

Eles eles caem sobre sua casa
They they let thro’starving rats

Eles eles deixam passar ratos famintos
On dusty squares

Em praças empoeiradas
Your children streaming blood,

Suas crianças jorrando sangue, 
The fires burn

A queima dos fogos
Fight Muammar!

Lute Muammar!
Until the very end!

Até o fim!
The fire in thy eyes

O fogo em teus olhos
No place to flee

 Nenhum lugar para fugir
Inferno in your world…

Inferno em seu mundo...
Fight, Muammar!

 Lute, Muammar!
The Star is guiding you

 A Estrela está guiando você
May World Gang up on you

Pode a Gang Mundial vir sobre você
But verity is yours!

 Mas a verdade é sua!
And you must live!

E você deve viver!
Fight, Muammar!

Lute, Muammar!
The war

A guerra
The war bereaved

A guerra enlutada
Pain

Dor
Just pain remained!

Apenas a dor permaneceu!
But pain’s not void!

Mas a dor não é em vão!
Clench it in your fist

Cerre-a em seu punho
And turn it into flame.

E transforme-a em chama.
You are alive!

Você está vivo!
You standing tall

Você está de pé, levantado 
And always stand!

E sempre de pé!
Your shining pedestal

Seu pedestal brilhante
Despite jackals and thieves

Apesar dos chacais e ladrões
Dastards without face

Covardes sem rosto
Without soul!

 Sem alma!
Thy breathe!

Teu respirar
Enchanting freedom air

Ar de encantadora liberdade
That still in soul and brimming out,

que tranquiliza a alma e transborda,
The fire grows and tear’s falling

O fogo cresce e a lágrima está caindo
But granite hardened in thy eyes,

Mas o granito endureceu nos teus olhos
Now I just know

Agora eu apenas sei
The verity will win!

A verdade triunfará!
Fight, Muammar! Fight, Muammar!
Lute, Muammar! Lute, Muammar! 
Until the very end!

Até o fim!
The fire in thy eyes

O fogo nos teus olhos
No place to flee

Nenhum lugar para fugir
Inferno in your world…

Inferno em seu mundo...
Fight, Muammar!

Lute, Muammar!
The Star is guiding you

A Estrela está guiando você
May World Gang up on you

Pode a Gang Mundial vir sobre você
But verity is yours!

Mas a verdade é sua!
And you must live!

E você deve viver!
Save and Protect you Lord,

Que Deus salve e proteja você,
Valiant Libyan patriot!

Valente líbio patriota!
As an immortal warrior to victory through hell

Como um imortal guerreiro para a vitória através do inferno
The nation follows you!

A nação segue você!
As a devoted son and father of your land!

Como um devotado filho e pai de sua terra!
As a devoted son and father of your land!

Como um devotado filho e pai de sua terra!





quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A revolução feminina de Qaddafi

Por que toda mulher deve apoiar Qaddafi

Publicado em 29/07/2011 no Mathaba

Nós que apoiamos a modernidade Islâmica devemos nos sentir aliviados pelo povo líbio ser mais esperto e inteligente do que os burocratas da OTAN. E deveriamos todos rezar uma prece para Qaddafi perseverar, insistir.
O artigo de Susan Lindauer a seguir é dos mais fascinantes e extremamente importantes aparecidos desde o início da guerra de agressão e genocídio conduzida pela OTAN e pelos traidores líbios contra a Jamahiriya Líbia. Ele revela que, afora o genocídio físico contra a Líbia, há um genocídio cultural que também está sendo promovido, iniciado pelos jihadistas de Benghazi que são fanáticos extremamente anti-feministas, e que desejam destruir permanentemente o elevado status que as mulheres líbias alcançaram sob o governo de Qaddafi.
Quem conhece a dinâmica interna da sociedade islâmica vai perceber que não é exagero algum afirmar que, talvez mais do que petróleo, ouro e poder político, os traidores de Benghazi são motivados por sua indignação da posição progressista de Qaddafi sobre a igualdade das mulheres e dos direitos das mulheres.
Como revela a Sra. Lindauer, as reformas de Qaddafi para as mulheres da Líbia foram tão progressistas que "um barbudo," aiatolá Khomeini, emitiu uma fatwa (decreto) que declara ser a Jamahiriya Líbia uma blasfêmia às tradições islâmicas. Mas quem conhece a sunna (prática) do Profeta Maomé reconhece que as reformas de Qaddafi estão totalmente em conformidade com as tradições de fé da sociedade islâmica.
Guerra da Líbia pela "Abaya":
Direitos da Mulher e Apoio da OTAN aos rebeldes Pro-islamistas
Por Susan Lindauer
no Global Research  em 27 de Julho de 2011
Para os banqueiros europeus, é uma guerra pelo ouro da Líbia. Para as empresas de petróleo, é uma guerra pelo óleo cru barato (agora ameaçando destruir a Infra-estrutura de petróleo da Líbia, assim como no Iraque). Mas para as mulheres da Líbia, é uma feroz, demolidora batalha sobre a Abaya — um estilo islâmico de vestir que os críticos dizem privar as mulheres de auto-expressão e identidade.

Hillary Clinton e o presidente Sarkozy podem relutar em admitir isso, mas o desejo de voltar o relógio dos direitos das mulheres na Líbia constitui uma das principais metas para os rebeldes da OTAN no Conselho de Transição Nacional.

Para os rebeldes da OTAN — que são esmagadoramente pró-islamistas, independentemente da propaganda da OTAN (veja www.obamaslibya.com/) — é uma questão de restaurar a obediência social à doutrina islâmica. No entanto a abaya é mais do que um símbolo de virtude e modéstia feminina. Seria introduzir uma doutrina completamente conservadora, impactando os direitos das mulheres no casamento e no divórcio, os direitos para postergar a maternidade para poder estudar e trabalhar, todos os fatores que determinam um status de independência da mulher.

Isto é uma guerra que as mulheres líbias não se podem dar o luxo de perder. Para aqueles que apoiam a modernidade islâmica, há bons argumentos de que Qaddafi seria extremamente irresponsável entregando o poder a um vácuo dominado pelos rebeldes da OTAN. Dada a selvageria dos abusos dos rebeldes contra o povo da Líbia (www.obamaslibya.com) e sua agenda para reinstituir a Shariah e retrair os direitos das mulheres, Qaddafi têm a obrigação de permanecer forte e bloqueá-los para a proteção do povo.

Na verdade, é um tanto desconcertante que a França ou a Itália queiram entregar o poder aos rebeldes fora de um cenário de eleição. Eleições seriam uma salvaguarda que permitiria às mulheres líbias lançarem uma liderança alternativa que rejeita a abaya. É exatamente isso que os rebeldes temem por conta de sua profunda e permanente rejeição no processo eleitoral. A democracia representa uma real ameaça à visão da "Nova Líbia" da OTAN.

A abaya carrega tanto peso na batalha pela modernidade islâmica que Qaddafi praticamente baniu a vestimenta islâmica desde os primeiros dias de seu governo. Livrar-se da abaya fazia parte do maior pacote de reformas de Qaddafi em apoio aos direitos das mulheres, um dos melhores e mais avançados em todo o mundo árabe. A transformação do status das mulheres tem sido tão grande que o aiatolá Khomeini no Irã impôs uma fatwa contra Qaddafi anos atrás,declarando seu governo blasfemo para com as tradições islâmicas.

Para obter uma perspectiva privilegiada sobre as reformas de Qaddafi para as mulheres, membros de uma delegação de observação na Líbia falaram com Najat El Madani, presidente da Sociedade Líbia de Cultura e Ciências, uma ONG que começou em 1994. Eles também entrevistaram Sheikh Khaled Tentoush, um dos mais proeminentes Imans na Líbia. O Imam Tentoush sobreviveu a duas tentativas de assassinato pela OTAN, uma que foi particularmente reveladora.
Em 13/05/2011 a OTAN bombardeou uma casa de chá em Brega onde estava uma delegação com mais de uma centena de religiosos desarmados a caminho de Benghazi para tentar uma conciliação entre as partes em conflito. Nesse massacre deliberado para impedir a busca da paz entre os líbios a OTAN matou 11 imans e deixou outros 47 membros da delegação feridos.
Tentoush disse que ele e 12 outros Imans progressistas estavam viajando para Benghazi para discutir um fim pacífico para o conflito. Eles pararam para tomar chá em uma casa de hóspedes em Brega --- e a NATO lançou uma bomba direitamente em cima deles, matando 11 dos 13 Imans, que tinham abraçado as reformas islâmicas que dão poder aos Direitos da Mulher e à modernidade.
Não havia instalações militares ou soldados de Qaddafi em qualquer lugar perto que pudesse justificar o bombardeio da NATO. Este foi um assassinato deliberado dos líderes islâmicos que dão legitimidade religiosa para a política modernista de Qaddafi, e portanto representam uma grande ameaça para as ambições conservadoras dos rebeldes islâmicos. A OTAN os exterminou.

O que deixou os radicais islâmicos tão chateados na Líbia? Aqui estão alguns dos direitos das mulheres no governo de Qaddafi:
Nenhum acompanhante masculino na Líbia
Na Líbia, as mulheres estão autorizados a circular pela cidade, ir às compras ou visitar amigos sem um acompanhante masculino. Inacreditável que pareça, na maior parte do mundo árabe, tais liberdades são estritamente proibidas. Em grande parte do Paquistão, por exemplo, uma criança do sexo masculino de 5 anos de idade seria considerado um acompanhante adequado para uma mulher adulta no mercado. Caso contrário seria melhor ela ficar em casa. Na Arábia Saudita e Kuwait, as mulheres são frequentemente trancadas em seus apartamentos enquanto, maridos, irmãos ou pais saem para trabalhar. Sim, existem exceções. Algumas famílias individualmente rejeitam essas práticas. Portanto, antes que os leitores reclamem desta caracterização, é preciso ser honesto e reconhecer que o Taliban no Afeganistão e os sauditas/ kuwaitianos não são os únicos grupos que restringem as liberdades das mulheres no mundo árabe. Isso é um comportamento social comum em toda uma grande área da sociedade árabe.

Na Líbia, as mulheres nunca são trancadas em suas casas, enquanto seus maridos, pais e irmãos vão trabalhar. Qaddafi proíbe a restrição da mobilidade das mulheres.

Na Líbia, as mulheres têm plenos direitos legais para dirigir carros — diferentemente de suas irmãs na Arábia Saudita. Em muitos países árabes, o marido de uma mulher retém sob controle seu passaporte. Então ela não pode viajar para fora do país sem sua aprovação.

Direitos no casamento
Tragicamente, em Cabul, Afeganistão, uma jovem pode ser trancada em prisão por rejeitar a escolha do marido por seu pai. Até que ela mude seu pensamento, sua futura sogra visita a prisão todos os dias, exigindo saber por que seu filho não é "suficientemente bom" para esta moça. Por que ela desobedece aqueles que sabem o que é melhor para ela? Aquela pobre mulher  fica trancada na prisão de Cabul até ela mudar de idéia. E isso acontece bem debaixo dos narizes dos soldados americanos e da OTAN. A ocupação da OTAN não protegerá as mulheres líbias tampouco.

Em todo o mundo árabe, do Iêmen à Jordânia, da Arábia Saudita ao Irã, pais e irmãos decidem em que idade uma jovem será dada em casamento, usualmente assim que ela atinge a puberdade. Ela não tem nenhuma escolha na decisão mais importante de sua vida. Freqüentemente uma jovem se casa com um dos amigos adultos de seu pai ou com um primo. Em todo o mundo árabe, é socialmente aceitável para um lojista perguntar a uma jovem muçulmana se ela começou a menstruar. A boa menina islâmica deve responder com sinceridade.

Não na Líbia. Para seu maior crédito, contrariando todas as tradições islâmicas, desde os primeiros dias de governo, Qaddafi disse ”de jeito nenhum” para casamentos forçados. A mulher líbia tem o direito de escolher seu próprio marido. Elas são encorajadas a procurar casamento por amor. Sob a estrita lei da Líbia, sem exceção, nenhuma pessoa pode forçar uma mulher líbia a casar com qualquer homem por qualquer razão.

Casamentos forçados tem sido tanto um problema em todo o mundo árabe, que na Líbia, um Imam sempre visita a mulher se há um casamento iminente. O Imam encontra com ela em particular, e pergunta se alguma pessoa está forçando-a a se casar, ou se não há qualquer razão dela estar casando com essa pessoa que não seja o seu desejo de estar com esse homem. Ambos Najat e Imam Tentoush foram muito inflexíveis nesses pontos.
Na Líbia espera-se dos imãs que protejam a mulher de abuso por parte de parentes.

Direito de terminar um casamento
O divórcio é brutalmente difícil para uma mulher em todo o mundo árabe. Um marido pode bater ou estuprar sua esposa, ou cometer adultério ou trancá-la em um quarto como uma prisão. Não importa o que uma mulher sofra, como esposa ela não tem quaisquer direitos legais para deixar aquele casamento, mesmo para sua própria proteção. Quando seu pai negocia esse contrato de casamento, ela está presa por toda a vida. Um homem pode se divorciar de uma mulher na frente de duas testemunhas, repetindo três vezes: "Eu me divorcio de você. Eu me divorcio de você. Eu me divorcio de você." Ele pode mandar a mensagem de texto por um telefone celular, e acabou. A mulher não tem liberdade recíproca. Ela está presa naquele casamento até seu marido deixá-la ir.

Não é assim na Líbia. Uma mulher líbia pode deixar um casamento a qualquer tempo que ela escolher. A mulher simplesmente propõe um ação de divórcio e segue com sua vida. É muito semelhante às leis dos EEUU, visto que um homem não tem nenhum poder de detê-la. Está completamente dentro de seu controle iniciar um divórcio.

Na Líbia, se uma mulher contrai um casamento tendo seus bens próprios  e o casamento termina, seu marido não pode tocar em seus bens. O mesmo vale para os bens do homem. O patrimônio comum geralmente vai para a mulher.

Estes direitos de casamento “anormais” agitam profunda raiva entre os homens líbios conservadores. Os rebeldes particularmente odeiam o Governo Qaddafi pela concessão de direitos de casamento para as mulheres.
Mas considere o quanto a postergação do casamento impacta as oportunidades das mulheres na sociedade.

Casamento postergado significa maternidade postergada, o que permite às mulheres jovens continuar seus estudos e conseguir emprego. Não surpreendentemente, então, as mulheres líbias desfrutam algumas das melhores oportunidades no mundo árabe. Isso poderia também causar ressentimentos fervilhantes entre os homens conservadores da Líbia.

Educação líbia das mulheres
Na Líbia mais mulheres tiram proveito do ensino superior do que homens, segundo Najat. Há mulheres em todas as posições sociais e profissionais. Muitas mulheres da Líbia são cientistas, professoras universitárias, advogadas, médicas, funcionárias do governo, jornalistas e mulheres de negócios. Najat atribui tal liberdade e o leque de escolhas a Qaddafi e à insistência de seu governo de que as mulheres devem ser livres para escolher suas vidas e serem totalmente apoiadas em tais escolhas. Najat e Tentoush disseram que alguns Imans na Líbia gostariam que fosse de outra maneira — especialmente aqueles Imans a favor dos rebeldes —, mas Qaddafi dominava sobre eles. Por exemplo, existem muitas soldadas mulheres e elas são muito fortes e totalmente capazes de contribuir para a defesa militar do país.

As mulheres recebem bolsas de estudo e educação iguais aos homens. Todos os líbios podem ir para o exterior e estudar se assim o desejarem — pagos pelo governo do Qaddafi. Mulheres solteiras usualmente levam um irmão ou parente masculino com elas, e Najat disse que todas as despesas são cobertas para ambos, a mulher e seu companheiro.

Na Líbia, as mulheres não são obrigados a pedir autorização do marido para manter um emprego, e qualquer tipo de trabalho está disponível para elas. Em contraste, muitas oportunidades de emprego estão proscritas em muitos outros países árabes, porque o trabalho põe as mulheres diariamente em proximidade com homens que não são seus maridos. Isso elimina muitos tipos de oportunidades de emprego.

Direitos das mulheres não sofrerem violência
Estas são algumas das razões pelas quais os rebeldes consideram Qaddafi um "infiel". Eles frequentemente expressam um desejo de restabelecer a Shariah. É um segredo aberto nos círculos árabes. Ignorando este ponto, a OTAN assemelha-se aos 3 macacos: não vejo não ouço e não falo nenhuma verdade. Mas a comunidade árabe compreende esta dinâmica. Os rebeldes vão afagar Hillary Clinton e Sarkozy na cabeça até a captura do poder. Então eles vão fazer exatamente o que eles começaram a fazer. Restabelecer a lei islâmica sob a proteção dos governos dos Estados Unidos e da OTAN.
Os códigos sociais conservadores serão impingidos assim como no Afeganistão.

Os líbios entendem este ponto, mesmo se os americanos e europeus estão perdidos em negação. Não deveria surpreender ninguém, portanto, que alguns dos maiores apoios de Qaddafi vem das mulheres líbias. Também não deve surpreender os observadores da Líbia que Qaddafi não esteja exatamente "agarrado ao poder", como a mídia corporativa gosta de sugerir. Muito pelo contrário, o apoio a Qaddafi têm subido a 80 ou 85 por cento durante esta crise. Os presidentes Obama, Sarkozy e Bersculoni estariam emocionados de desfrutar de tal intenso apoio popular.

Os bombardeios da OTAN têm saído pela culatra e indisposto o povo líbio com a causa rebelde, destruindo infra-estruturas comunitárias das quais os líbios são verdadeiramente orgulhosos. Os rebeldes estão perseguindo e expulsando as famílias pró-Qaddafi de Benghazi, uma espécie de limpeza política. Mas eles não têm credibilidade nas ruas que lhes daria poder nas negociações com os outros líbios, porque os perdedores não conseguem ditar os termos. A OTAN pode propagandear até Sarkozy cair em um espasmo, mas o povo têm retumbantemente rejeitado esses rebeldes.

A OTAN está forçando uma resolução política, porque a Europa quer desligar o carrossel. Na verdade, a música está ficando cada dia mais feia. A OTAN nunca deveria ter pulado neste trio elétrico em primeiro lugar. Não há nenhum sentido nisso. Eles estão lutando contra o Al Qaeda no Afeganistão, e abraçando o Al Qaeda e o Islã conservador em Benghazi.

Aqueles que apoiam a modernidade islâmica deveriam estar aliviados que o povo líbio esteja mais esperto e mais inteligente do que os burocratas da NATO. E nós deveriamos todos rezar uma prece para que Qaddafi permaneça.



Susan Lindauer cobriu a Líbia e o Iraque nas Nações Unidas (1995-2003), e iniciou negociações para o Julgamento de Lockerbie. Lindauer é a autora de "Extremo Preconceito: a história aterrorizante do Patriot Act e os ocultamentos de 11/09 e do Iraque"

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

EEUU: provocar fome e desespero em Cuba

Eis a prova : O objetivo do bloqueio a Cuba é provocar fome, desespero e o derrocamento do governo
Em 21 de abril de 2011 o jornal O Estado de São Paulo, que clamou ostensiva e enfaticamente pelo golpe militar em 1964 e apoiou as Ditaduras Militares no Brasil e em outros países, sempre em nome de sua visão distorcida e fundamentalista que via comunismo embaixo de todas as camas, publicou um artigo de seu colunista Eugenio Bucci atacando o Estado cubano e decretando sua morte, além de debochar de sua história. Enfim, o artigo "O fundamentalismo do Estado cubano” era a legítima expressão do centenário pensamento político do Estadão, representante da elite paulista e um dos próceres do PIG (Partido da Imprensa Golpista).

Logo após, em 24 de abril, o também jornalista Max Altman publicou no sítio Opera Mundi o artigo "O clichê da grande imprensa e os fatos", onde replicava e argumentava que no texto de Bucci não havia qualquer isenção, a verdade era agredida, a objetividade era esquecida, se enredava em fantasias tortuosas e a manipulação era grosseira.

Quase ao final de seu artigo, como bom jornalista, Max Altman nos brindou com informações escondidas pelos governos intervencionistas norte-americanos por 30 anos, até 1991, e desde então também guardadas nas gavetas da grande mídia corporativa falseadora, que ainda hoje se recusa a divulgá-las porque desnudam sua hipocrisia e seu partidarismo, porque mostram a verdade dos fatos.

Informa Max Altman:
“Bastaria recordar ao Sr. Bucci o conteúdo de um memorando secreto, desclassificado em 1991, do Subsecretário Adjunto de Estado para os assuntos interamericanos, Lester D. Mallory, de 6 de abril de 1960."

E cita textualmente:
“A maioria dos cubanos apoia Castro [...] Não existe uma oposição política efetiva [...] O único meio possível para fazê-lo perder o apoio interno [ao governo] é provocar o desengano e o desalento mediante a insatisfação econômica e a penúria [...] Há que se pôr em prática rapidamente todos os meios possíveis para debilitar a vida econômica [...] negando a Cuba dinheiro e fornecimento de bens com o fim de reduzir os salários nominais e reais, com o objetivo de provocar fome, desespero e o derrocamento do governo”.

Observem a data do memorando, 6 de abril de 1960, quase um ano antes da invasão de Playa Girón.

Lester DeWitt Mallory era Vice Secretário de Estado adjunto para assuntos do Hemisfério Ocidental em 1960 e se aposentou no Departamento de Estado em 31 de outubro do mesmo ano.



Endereços dos textos:
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-fundamentalismo-do-estado-cubano,709120,0.htm
http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/O+CLICHE+DA+GRANDE+IMPRENSA+E+OS+FATOS_1460.shtml

domingo, 9 de outubro de 2011

Vem aí nova vala comum contra Qaddafi

Não perca: brevemente no PIG uma nova vala comum de enterrados por Qaddafi

De acordo com o site da resistência líbia Zengtena, de Misrata, os “rebeldes” (chamados de “ratos” pela população líbia) estão enterrando em valas comuns no aterro de lixo de Kanassa Bashar centenas de cadáveres de seus colegas mortos na tentativa frustrada de invadir o centro de Bani Walid.

Eles já tem, certamente, uma ação planejada para daqui alguns dias câmeras da Al-Jazeera ou de outra agência de manipulação de notícias espalharem pela mídia corporativa mundial que “foi encontrada nova vala comum de corpos enterrados por Qaddafi”.


Esta informação  está também em outros sítios na internet, como, por exemplo:
http://libyasos.blogspot.com/
http://www.algeria-isp.com/

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

As provas do massacre de Abu Salim

Este é o "Massacre de Abu Salim"
ou
o "Genocídio de Abu Salim"?
As provas são incontestáveis, não há dúvida.

domingo, 2 de outubro de 2011

O “massacre de Abu Salim: uma fraude?

Não existem provas nem evidências de um massacre de 1.200 presos em Abu Salim.

É certo que houve dezenas de mortos na repressão à violenta tentativa de fuga da prisão líbia de Abu Salim, em Trípoli, em junho de 1996, assim como várias outras mortes aconteceram naquela prisão antes e depois de junho de 1996.

Também é certo que o massacre de 1200 presos executados a tiros num prazo de 3 horas consta apenas em dois relatos, no mundo inteiro. 

Um deles divulgado pela organização Human Rights Watch com base no depoimento de um único testemunho de um ex-detento que alega ter presenciado muitas coisas em vários lugares da prisão naquelas poucas horas, mas que não presenciou um preso sequer sendo baleado e também não apresentou qualquer prova ou evidência de suas alegações e que hoje reside nos Estados Unidos da América, cujo governo lhe concedeu asilo.

Outro relato, baseado em um único depoimento de uma testemunha anônima, foi divulgado pela Frente Nacional para a Salvação da Líbia, uma organização oposicionista sediada no exterior e que atualmente compõe o Conselho Transitório Nacional da Líbia, organização traidora que exigiu da Otan o bombardeio de seu próprio povo, o que, juntamente com seu exército de “rebeldes” malfeitores e sanguinários, num prazo de 6 meses, matou 50 mil líbios e destruiu seu próprio e belo país, o mais moderno e avançado socialmente em toda o continente africano, mais até que vários países da Europa. Por isso a FNSL, o CTN, os “rebeldes” e a Otan são odiados por 90% da população líbia.

Enfim, o massacre de 1200 presos em Abu Salim é exclusividade desses dois depoimentos, contraditórios e sem credibilidade,  que foram intensamente divulgados e martelados em grandes manchetes pelos jornais e mídias de todo o mundo, como verdades, sem qualquer contestação, demonizando o governo líbio e seu líder Muamar Qaddafi.

Desde 1996, sem qualquer prova ou evidência, essa mentira vem sendo manipulada pela mídia corporativa globalizada. A última tentativa foi no final de setembro, quando todos os jornais e mídias do mundo manchetearam “Encontrada vala comum em Abu Salim com 1700 ossadas”. Dois dias depois a verdade veio à tona: eram apenas alguns ossos de dromedário. Mas 99% da mídia sequer corrigiu suas afirmações do dia anterior. São tantas as mentiras que ela conta que nem tem tempo para retificá-las nem mesmo tem qualquer respeito pelo leitor para o qual ela informou a mentira.

Também a Human Rights Watch paga o preço de sua irresponsabilidade, nestes tempos de internet, de fácil acesso ao contraditório, à opinião e às variadas fontes de informação. Essa organização que se pretende “não governamental”, mas que a cada momento deixa escancarada sua total vinculação aos interesses estratégicos dos EEUU e seus órgãos de inteligência, produzindo relatórios seletivos e direcionados, que demonizam países e governantes e servem de álibi para intervenções armadas dos governos desses países imperialistas que violentam a soberania dos demais países do mundo, a título de “defender direitos humanos”.

A seguir apresentamos um texto analítico de Martin Iqbal sobre os relatórios do HRW e da FNSL. Também apresentamos o relatório original da HRW, para que o leitor possa melhor tirar suas próprias conclusões.

Desmascarando: a fraude do “massacre da prisão Abu Salim”
Postado originalmente no Mathaba em 28.09.2011

É altamente provável que a violenta fuga organizada em Abu Salim, em Junho de 1996 estava relacionada com as contínuas tentativas do MI6 para matar Muammar Qaddafi.

Até o momento a Líbia tem sido submetida a décadas de intromissão estrangeira e tentativas para assassinar e destituir seu líder Muammar Qaddafi. Ao longo deste tempo, os grupos de oposição da Líbia com sede no estrangeiro e os moinhos de propaganda globalistas têm incessantemente citado atrocidades supostamente cometidas por Gaddafi, e nenhuma é mais infame e abusada do que o “massacre da prisão de Abu Salim” de junho de 1996. Isso agora está sendo invocado novamente em uma tentativa de justificar a brutal guerra que está sendo empreendida contra o povo da Líbia.

Os eventos do “massacre da prisão Abu Salim” estão baseados em dois relatórios - um do Human Rights Watch, financiado pelos globalistas e sediado em Nova York e um da Frente Nacional para a Salvação da Líbia (NFSL) criada pela CIA-Mossad. As origens e raízes destas organizações emprestam-lhes credibilidade zero e, além disso, seus relatórios são baseados em nada mais do que o testemunho de duas pessoas – uma identificada e uma anônima.

Abertamente admitido pela Human Rights Watch, nenhuma das alegações feitas por seus testemunhos pode ser verificada independentemente. Além de tudo isso a sua testemunha afirma na gravação que ela não testemunhou sequer um único prisioneiro sendo morto a tiros neste suposto massacre. Além disso, como vou demonstrar, os relatórios estão crivados de contradições e fraquezas. Ao todo, esses fatores e o contexto histórico que os envolve, desmascara completamente a natureza artificial da história do “massacre de Abu Salim”.

A história começa no complexo prisional de Abu Salim, Tripoli, em junho de 1996. Depois de várias tentativas de fuga bem sucedidas e mal sucedidas organizadas por prisioneiros em Abu Salim ao longo dos anos anteriores, a segurança foi aumentada no complexo e as condições de vida pioraram para os detentos.

Segundo o relatório do NFSL, às "16:30h na sexta-feira 29 de junho de 1996" (29 de junho de 1996 foi na realidade um sábado) um guarda da prisão chamado Omar Fathallah, entrou em uma cela, a fim de trazer comida para os presos. Presos estavam esperando atrás da porta, e quando Fathallah entrou ele foi nocauteado até à inconsciência pelos presos que então tentaram fugir. Os presos começaram a sair para o pátio da prisão, quebrando as fechaduras das celas dos outros prisioneiros", como foram:
"Os prisioneiros continuaram a perseguir os guardas fora do prédio e a quebrar as fechaduras em outras celas libertando outros presos."

E aqui estabelece o primeiro, ainda que relativamente insignificante contradição. A testemunha da Human Rights Watch, Hussein al-Shafa'i, apresentou depoimentos conflitantes – ele afirmou que este incidente ocorreu em 28 de junho em oposição a 29 de junho de 1996:
"De acordo com al-Shafa'i, o incidente começou por volta de 4:40 da tarde em 28 de junho, quando os prisioneiros no Bloco 4 capturaram um guarda chamado Omar, que estava trazendo as suas refeições. Centenas de prisioneiros de blocos 3, 5 e 6 escaparam de suas celas."

Quando os guardas foram perseguidos nos pavilhões, um deles foi deixado caído ferido no chão no pátio, enquanto outro foi içado para a segurança por outros guardas que ficavam no telhado. O relatório do NFSL aqui menciona que os guardas começaram a disparar contra os presos no pátio, matando seis e ferindo 11. O HRW no entanto, menciona apenas uma morte neste momento - a de Mahmoud al-Mesiri. "Havia 16 ou 17 feridos por balas", o testemunha da HRW nos diz: "o primeiro a morrer foi Mahmoud al-Mesiri. Os presos tomaram dois guardas reféns."

Com um guarda jazendo ferido no chão no pátio e Omar Fathallah tendo sido morto pelos presos, uma equipe de negociação chegou à prisão para discutir as demandas dos presos. Crucialmente o relatório do NFSL não menciona o fato de que Omar Fathallah foi morto pelos presos, apenas o relatório da HRW o faz. Nesta omissão deliberada, o relatório do NFSL falha até mesmo em mencionar o fato de que Fathallah morreu, de qualquer modo.

Com a equipe de negociação tendo chegado em Abu Salim, os prisioneiros foram orientados a designar representantes de cada pavilhão. A condição das negociações foi que os dois reféns teriam que ser libertados pelos presos. O guarda ferido mantido refém no pátio foi libertado, mas Omar Fathallah já havia sido morto. Os presos apresentaram suas demandas aos negociadores depois de concordar em retornar às suas celas.

Os "prisioneiros do ônibus executados”
Foi então que o relatório do NFSL falou de alguns prisioneiros sendo amontoados em ônibus:
"Todos aqueles com necessidade de atenção médica foram orientados a embarcar em ônibus que iriam levá-los para os hospitais. Cerca de 120 pessoas embarcou nos ônibus. Aqueles que foram acusados de pertencer a grupos de oposição foram obrigados a descer dos ônibus. Todos os outros foram levados para fora da seção de prisão para uma parte diferente do complexo prisional."

O relatório então afirma que alguns desses presos, mas não indica quantos, foram executados por recrutas do exército líbio a quem foram dadas ordens de "matar ou ser morto”. Não há nenhuma evidência para essa afirmação, mas o relatório do NFSL cita um anônimo “guarda de prisão” que supostamente fugiu e contou a sua história:
"Eles foram alinhados e fuzilados no estilo de execução por jovens recrutas cujas opções foram atirar ou ficar com eles para serem fuzilados. Isso foi mais tarde relatado por um oficial, que desafiou as ordens naquela noite e conseguiu fugir."
Referindo-se às "execuções no ônibus", o relatório da HRW cita o relatório do NFSL e afirma que "muitos deles foram executados", mas não oferece números ou detalhes.

Cronogramas conflitantes: quando o “massacre” subsequente realmente ocorre?
O relatório do NFSL então fala de como, na noite de 'Sexta-feira 29 de junho "(novamente, 29 de junho de 1996 foi na verdade um sábado), os presos foram reunidos no pátio da prisão e então o “massacre” começou às 23:00h naquela noite.

No entanto, o relatório da HRW afirma que Omar Fathallah foi nocauteado inconsciente e a violência eclodiu às 16:40h de 28 de junho. Sua testemunha, em seguida, afirma que o "ajuntamento" aconteceu às 05:00h do dia 29 de junho, e o "massacre" então começou às 11:00h aquela manhã.

De acordo com o NFSL, o “massacre” começou às 23:00h em 29 de junho, quando granadas de mão foram lançadas no pátio e o tiroteio começou. A cronologia diferente da HRW fala de como o “massacre” continuou das 11:00h até 13:35h em 29 de junho. Em seguida, aparentemente, os guardas começaram a “dar cabo” dos presos com pistolas às 14:00h.

Al-Shafa'i não viu um único preso morto por tiro
Crucial, e isto deve-se ressaltar enfaticamente, a única testemunha da HRW, Hussein al-Shafa'i, não viu um único preso sendo baleado durante o suposto massacre. Convenientemente no entanto, ele foi capaz de ver as bandanas verdes usadas pelos homens fazendo os disparos a partir do telhado:
"Eu não podia ver os prisioneiros mortos que foram baleados, mas eu podia ver aqueles que estavam atirando. Eles eram uma unidade especial e usando chapéus militares cáqui. Seis estavam usando kalashnikovs eu os vi - ao menos seis homens - nos telhados dos pavilhões. Eles estavam usando uniformes cáqui bege com bandanas verdes, uma coisa como turbante. Cerca de 14:00h as forças utilizaram pistolas para ‘acabar com aqueles que não estavam mortos’, disse ele."

Não tendo visto os presos que foram supostamente baleados, al-Shafa'i fornece ao HRW uma estimativa de quantos foram alegadamente mortos "pela contagem do número de refeições que ele preparou antes e depois do incidente". Há uma série de problemas usando isso como base para calcular quantos foram mortos. Em primeiro lugar, al-Shafa'i não indica o período de tempo em que ele contou as refeições. Foi no dia seguinte, ou foi em todos os dias pelo próximo mês? Além disso, há toda uma série de razões pelas quais menos refeições podem ter sido preparadas após o incidente. Talvez a logística da prisão foi jogada no caos pela tentativa de fuga e as mortes de guarda e prisioneiros, e como resultado algumas refeições foram omitidas.

Talvez as autoridades penitenciárias decidiram punir os presos pela violenta tentativa de fuga, e omitiram refeições (cruel como isto pode ser).

Mais importante no entanto, devemos acreditar que um homem foi responsável por preparar as refeições para uma população prisional de entre 1.600 e 1.700 detentos? Se uma refeição levasse apenas um minuto para preparar, isso tomaria de al-Shafa'i 1.600 minutos - que são 26,6 horas. Seria literalmente impossível para um homem fazer isso todos os dias.

Além disso, al-Shafa'i afirma que ele foi "requisitado pelos guardas da prisão para lavar os relógios que foram retirados os corpos dos prisioneiros mortos e estavam cobertos de sangue". Por que ele não contou os relógios? Isso não é discutido no relatório de HRW.

Esta altamente questionável testemunha "astro" que admite nem ter visto alguém levar um tiro, então passa a afirmar que os corpos dos prisioneiros mortos foram colocados em valas e concreto foi derramado sobre elas. Posteriormente, os corpos foram removidos, ele nos diz:
"Eles jogaram os corpos em valas - 2 a 3 metros de profundidade, um metro de largura e cerca de 100 metros de comprimento - que tinha sido escavado para um novo muro ... Em 1999, oficiais de segurança derramaram cimento sobre a vala, ele afirmou, embora ele acreditasse que mais tarde eles tiveram os corpos removidos."

A idéia de que os corpos foram transferidos é uma desculpa conveniente para os 1.200 corpos não sendo encontrados em Abu Salim - uma eventualidade que parece inevitável, considerando a natureza ridiculamente frágil de toda a história. Os lacaios não eleitos e os terroristas da NTC já estão tentando reacender esta fábula com a ajuda da mídia.

Conclusão: 1996 e o contexto mais amplo
Está perfeitamente claro que o “massacre de Abu Salim” não foi nada do tipo. Mesmo o NFSL admite que o que aconteceu foi uma tentativa de fuga violenta, uma vez que menciona guardas sendo atacados e fechaduras de celas sendo quebradas. Como resultado disso um guarda foi morto, um foi tomado como refém, e um número de presos foi morto quando os guardas da prisão reagiram para conter a violência. Isto é corroborado no próprio relatório da HRW, onde cita "Khaled", o chefe da Agência de Segurança Interna da Líbia:
"Os prisioneiros haviam capturado alguns guardas durante uma refeição e tomaram armas do depósito da prisão. Prisioneiros e guardas morreram quando o pessoal de segurança tentou restaurar a ordem"

A acusação de que 1.200 foram mortos não é sustentada por qualquer evidência física que seja, e além de tudo isso, a única testemunha identificada na qual a história articula nem sequer viu um único tiro. Além do mais, como demonstrado, os testemunhos de ambas as testemunhas simplesmente não são credíveis e conflitam entre si.

Para contexto mais amplo, devemos considerar um fator importante. 1996 foi um momento em que MI6 estava montando tentativas de assassinar Muammar Gaddafi usando extremistas da "al Qaeda" para quem pagou uma grande soma de dinheiro. A prisão de Abu Salim - e isto é abertamente declarado pelo relatório do NFSL - foi utilizado para a casa de "membros de um grupo da cidade de Derna". Derna é a própria cidade mencionada no infame relatório West Point que acharam que fosse um celeiro/viveiro para lutadores da extremista “al-Qaeda ". Esses extremistas tinham lutado no Iraque e no Afeganistão contra as forças de ocupação. Além disso, esses mesmos grupos estão agora sendo apoiados pela OTAN na Líbia em sua tentativa de derrubar Gaddafi - como eles têm sido, pelo menos, nas últimas três décadas, como indicado pela revista Newsweek em 1981.

De fato, o relatório de HRW cita o chefe da Agência de Segurança Interna da Líbia como segue:
"De acordo com Khaled, mais de 400 prisioneiros escaparam de Abu Salim em quatro fugas distintas, antes e depois do incidente: em julho de 1995, dezembro de 1995, junho de 1996 e julho de 2001. Entre os fugitivos estavam homens que, em seguida, lutaram com grupos militantes islâmicos no Afeganistão, Irã e Iraque, disse ele."

Não é apenas provável, mas altamente provável, que a violenta fuga organizada em Abu Salim, em Junho de 1996 (que foi parcialmente bem sucedida) estava relacionada com as tentativas em curso do MI6 para matar Gaddafi usando os grupos de que estavam detidos naquela prisão. Desde aquele tempo, grupos de oposição da Líbia com suporte estrangeiro, como o NFSL, e moinhos de propaganda globalista tais como a Human Rights Watch, têm distorcido e manipulado a verdade sobre "Abu Salim, em uma tentativa de tanto juntar os combatentes extremistas contra Gaddafi, e justificar a brutal, ilegal guerra de agressão agora sendo empreendida na Líbia.

O Relatório da Human Rights Watch
Líbia: Junho de 1996. Mortes na prisão de Abu Salim

No Verão de 1996, histórias começaram a filtrar fora da Líbia sobre um assassinatos em massa na prisão de Abu Salim, em Trípoli. Os detalhes permaneceram escassos, e o governo inicialmente negou que um incidente tinha acontecido. Grupos líbios grupos fora do país, disseram que até 1.200 prisioneiros morreram.
Em 2001 e 2002, autoridades líbias começaram a informar algumas famílias com parente em Abu Salim que o membro de sua família tinha morrido, embora não fornecessem o corpo ou detalhes sobre a causa da morte. Em abril de 2004 o líder líbio Mu'ammar al-Qadhafi publicamente reconheceu que mortes ocorreram em Abu Salim e disse que as famílias dos prisioneiros tem o direito de saber o que aconteceu.
Em Maio de 2005, a Human Rights Watch visitou a prisão de Abu Salim, gerido pela Agência de Segurança Interna. O Chefe da Agência Coronel Tohamy Khaled disse que o governo tinha aberto uma investigação sobre o incidente de 1996, mas não forneceu informações sobre a forma ou a tempestividade do inquérito. Human Rights Watch posteriormente pediu ao Governo líbio detalhes sobre a investigação, mas o governo não conseguiu responder.
Presos na prisão de Abu Salim entrevistados pela Human Rights Watch em maio não estavam dispostos a falar sobre o incidente, aparentemente por medo. As entrevistas focaram em seus casos pessoais e todos eles disseram que recentemente melhorou as condições na prisão.
Em Junho de 2004 e novamente em Junho de 2006, no entanto, Human Rights Watch entrevistou um antigo prisioneiro de Abu Salim que afirma ter testemunhado as mortes. Agora vivendo nos Estados Unidos Estados, onde ele pediu asilo, Hussein al-Shafa'i, disse que ele passou de 1988-2000 em Abu Salim em acusações políticas, mas nunca foi levado a julgamento, e trabalhou na cozinha da prisão em Junho de 1996. Human Rights Watch não conseguiu verificar suas afirmações, mas muitos detalhes são consistentes com um relatório de um grupo da Líbia de "migr", baseado em outro relato de testemunha.
De acordo com al-Shafa'i, o incidente começou em torno de 16:40h em 28 de Junho, quando presos no Bloco 4 apreenderam um guarda chamado Omar que estava trazendo sua comida. Centenas de prisioneiros dos blocos 3, 5 e 6 escaparam de suas celas. Eles estavam irritados com as restrições de visitas familiares e as más condições de vida, que haviam se deteriorado depois que alguns presos escaparam no ano anterior.
Al-Shafa'i disse à Human Rights Watch:
Cinco ou sete minutos depois que começou, os guardas nos telhados atiraram nos presos, nos presos que se encontravam em áreas abertas. Foram 16 ou 17 feridos por balas. O primeiro a morrer foi Mahmoud al-Mesiri. Os presos tomaram dois guardas de reféns.
Meia hora depois, disse al-Shafa'i, dois principais agentes de segurança, Abdullah Sanussi, que é casado com a irmã da esposa do al-Qadhafi, e chegou a Nasr al-Mabrouk um Audi verde escuro com um contingente de pessoal de segurança. Sanussi ordenou o tiroteio parar e disse a prisioneiros para designar os quatro representantes para as negociações. Os prisioneiros escolheram Muhammad Al-Juweili, Muhammad Ghlayou, Miftah al-Dawadi e Bosadra de Muhammad.
De acordo com al-Shafa'i, que disse observou e ouviu as negociações desde o cozinha, os prisioneiros pediram a Sanussi roupas limpas, recreação na área externa, melhor cuidado médico, visitas familiares e o direito a ter seus processos decididos perante um Tribunal, porque muitos dos presos estavam na prisão sem julgamento. Sanussi disse que trataria das condições físicas mas os presos tinham que retornar para suas celas e liberar os dois reféns. Os presos concordaram e liberaram um guarda chamado Atiya, mas o guarda Omar tinha morrido.
O pessoal de segurança levou os corpos dos mortos e enviou os feridos para cuidados médicos. Cerca de 120 outros prisioneiros doentes embarcaram em três ônibus, aparentemente para ir para o hospital. De acordo com al-Shafa'i, ele viu os ônibus levarem os presos para a parte traseira da prisão.
Em torno de 05:00h em 29 de Junho, forças de segurança moveram alguns dos prisioneiros entre as seções civis e militares da prisão. Por volta das 09:00h eles tinham forçado centenas de presos dos blocos 1, 3, 4, 5 e 6 em diferentes pátios. Eles moveram os presos de baixa segurança do bloco 2 para a seção militar e mantiveram os prisioneiros nos blocos 7 e 8, com celas individuais, dentro. Al-Shafa'i, que estava atrás do edifício da administração com outros trabalhadores de cozinha no momento, disse à Human Rights Watch o que aconteceu a seguir:
Às 11:00h uma granada foi lançada dos pátios. Eu não vi quem jogou, mas eu tenho certeza que era uma Granada. Eu ouvi uma explosão e logo após um tiroteio ininterrupto de armas pesadas e kalashnikovs começou partir do topo dos telhados. O tiroteio continuou de 11:00h até 13:35h.
Ele continuou:
Eu não podia ver os presos mortos que foram baleados, mas eu podia ver aqueles que estavam atirando. Eles eram uma unidade especial e vestindo chapéus militares cáqui. Seis estavam usando kalashnikovs. Eu os vi – pelo menos seis homens – nos telhados dos pavilhões. Eles estavam usando uniformes cáqui bege com bandanas verdes, algo como um turbante. Em torno de 14:00h as forças usaram pistolas para "terminar com aqueles que não estavam mortos," ele disse.
A prisão de Abu Salim mantinha entre 1.600 e 1.700 prisioneiros no momento e as forças de segurança mataram "cerca de 1.200 pessoas," al-Shafa'i, disse. Ele calculou este valor contando o número de refeições que preparou antes e após o incidente.
A limpeza começou em torno de 11:00 no dia seguinte, 30 de Junho, quando as forças de segurança removeram os corpos com carrinhos de mão. Eles jogaram os corpos em valas – 2 a 3 metros de profundidade, um metro de largura e cerca de 100 metros de comprimento – que tinha sido cavado para um novo muro. "Fui requerido pelos guardas da prisão para lavar os relógios que foram retirados os corpos dos prisioneiros mortos e
"estavam cobertos de sangue, disse al-Shafai'i. Em 1999, agentes de segurança derramaram cimento sobre a vala, ele afirmou, embora ele acreditasse que tiveram os corpos removidos mais tarde.
A outra descrição do incidente vem de um relatório da Frente Nacional para a Salvação da Líbia, um grupo de políticos de oposição baseado fora Líbia. Aproveitando o relato de um prisioneiro antigo anônimo que testemunhou o incidente (não al-Shafa'i), o relatório corrobora em grande parte o relato de al-Shafa'I.
O relatório da Frente Nacional diz que 120 prisioneiros doentes e feridos embarcaram no ônibus em 28 de Junho para receber cuidados médicos, mas que muitos deles foram executados, embora ele não forneça detalhes. No dia seguinte em torno de 11:00h, o relatório diz, "granadas de mão foram lançadas nos grupos de prisioneiros, seguidos por disparo contínuo de diferentes armas como AK-47s, metralhadoras de uso geral, metralhadoras de controle de multidão. A chuva de balas continuou por uma hora inteira".
O relatório não menciona valas, mas diz que caminhões refrigerados da Companhia de Transporte de Carne e da Companhia de Pesca Marinha levaram os corpos embora.
Em 30 de Junho, uma empilhadeira carregou os últimos corpos em um contêiner para os comboios. No total, 1.170 prisioneiros morreram, o relatório diz, mas não fornece nenhum nome.
O Governo da Líbia negou que qualquer crime ocorreu. Em Maio de 2005, o chefe da Agência de Segurança Interna Khaled disse à Human Rights Watch que prisioneiros haviam capturado alguns guardas durante uma refeição e tomado armas do depósito da prisão. Prisioneiros e guardas morreram quando o pessoal de segurança tentou restaurar a ordem, disse ele, e o governo abriu um inquérito em ordem do Secretário de Justiça.
"Quando o Comitê concluir seu trabalho, porque ele já foi iniciado, nós daremos um relatório detalhado respondendo todas as perguntas," Khaled disse.
De acordo com Khaled, mais de 400 presos escaparam de Abu Salim em quatro fugas separadas antes e após o incidente: em julho de 1995, de Dezembro de 1995, de Junho de 1996 e de Julho de 2001.
Entre os fugitivos estavam homens que, em seguida, lutaram em grupos militantes islâmicos no Afeganistão, Irã e Iraque, disse ele.
Um grupo da Líbia com base na Suíça, Solidariedade Direitos Humanos Líbios, diz que desde 2001 as autoridades notificaram 112 famílias que um parente mantido em Abu Salim está morto, sem providenciar o corpo ou detalhes sobre a causa da morte. Além disso, 238 famílias afirmam que eles
perderam o contato com um parente que era um prisioneiro em Abu Salim.
A organização expressou preocupação sobre um dos quatro prisioneiros negociadores de 28 de Junho, Muhammad Bosadra. De acordo com o grupo, as autoridades transferiram Bosadra de Abu Salim para instalações desconhecidas no Verão de 2005 e desde então ninguém mais ouviu dele.
A Human Rights Watch falou com o irmão de um antigo prisioneiro de Abu Salim a quem as autoridades tinham informado da morte de seu irmão.
De acordo com Farag al-Awani, agora vivendo na Suíça, agentes de segurança prenderam seu irmão Ibrahim al-Awani, com 25 anos na época, na casa da família em al-Bayda em julho de 1995. A família nunca mais ouviu de Ibrahim novamente.
Em 2002, membros da Agência de Segurança Interna da Líbia disseram à família que Ibrahim tinha morrido em um hospital de Trípoli devido à doença. Um atestado de óbito que eles forneceram, visto por pelo HRW, dizia que Ibrahim havia morrido em 3 de julho de 2001, mas não deu nenhuma causa de morte. Apesar de repetidas solicitações, as autoridades nunca devolveram o corpo, nos termos da lei da Líbia. Ele não tem claro se Ibrahim al-Awani morreu no incidente de Junho de 1996, ou em outro momento.
"Nós só queremos saber o que aconteceu e ter o corpo de volta", Farag al-Awani disse.

O relatório original está disponível no sítio da HRW na internet:
http://www.hrw.org/sites/default/files/reports/libya2003.pdf