quarta-feira, 23 de maio de 2012

Ela doou mais de R$ 8 milhões ao PSDB

A generosidade suspeita de um casal com milionárias relações eleitorais e governamentais demotucanas
Ele contribuiu com vários milhões para o Mensalão do DEM
José Celso Valadares Gontijo, dono da Via Engenharia, um dos mais poderosos empresários do Distrito Federal, no vídeo abaixo entrega pacotes de dinheiro vivo a Durval Barbosa, então secretário de Relações Institucionais do governo José Roberto Arruda. Durval entregou à Polícia Federal (Operação Caixa de Pandora) mais de 130 vídeos que gravou desde o governo Joaquim Roriz ao qual serviu como presidente da Codeplan (Companhia de Planejamento do Distrito Federal).
Ela contribuiu com vários milhões para a Campanha do Serra
clique na imagem para aumentá-la Clique aqui e confirme no sítio do TSE
(informe o nome da doadora no formulário)
Ana Maria Baeta Valadares Gontijo doou R$ 8.250.000,00 para a campanha tucana de 2010, como PESSOA FÍSICA, por meio de sete transferências eletrônicas à Direção Nacional do PSDB realizadas entre agosto e novembro de 2010.
Foi a maior contribuição de uma pessoa física naquela campanha, sendo que a última, de R$350.000,00 mil, foi informada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com data de 26 de novembro, quando a eleição já tinha terminado. A direção tucana declarou ao TSE ter arrecadado R$ 100.000.000,00 em 2010.
É o recorde entre as pessoas físicas.
A lei diz que as pessoas físicas podem doar no máximo 10% de seu rendimento bruto no ano anterior. Significa que Ana Maria  precisa ter ganho cerca de R$ 7.000.000,00 por mês de salário ou renda em 2009 (pelo menos R$ 82.500.000,00 de renda anual).

Ana Maria Baeta Valadares Gontijo e José Celso Valadares Gontijo, nos salões da alta sociedade brasiliense.

O relatório da CPI sobre o mensalão do DEM, feita na Câmara Legislativa do Distrito Federal, dedica um tópico inteiro a José Celso Valadares Gontijo. A íntegra deste tópico pode ser lida nas quatro páginas de um arquivo em PDF clicando aqui.
Chama atenção a parte deste relatório que trata de uma de suas empresas, de telemarketing:
A denúncia sobre o mensalão do DEM veio à tona em dezembro de 2009, com ampla divulgação de vídeos mostrando as transações clandestinas na internet e na mídia. Tratava-se de um esquema de pagamento de propina a políticos do Distrito Federal coordenado pelo governador José Roberto Arruda, do Partido Democratas (DEM), que foi afastado do cargo, preso e finalmente cassado em março de 2010. Segundo jornais da época, com base em informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ligado ao Ministério da Fazenda, o mensalão do DEM movimentou cerca de R$2.700.000.000,00 (dois bilhões e setecentos milhões de reais).
Relações perigosas
O vídeo acima foi gravado por Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal, como parte de sua "delação premiada" com autorização da Justiça Federal. Segundo Durval, o dinheiro que o empresário Alcyr Collaço aparece guardando na cueca refere-se a um contrato realizado entre o Governo do Distrito Federal e a Call Tecnologia e Serviços Ltda., empresa de José Celso Gontijo, dono de outras empresas como a Construtora JC Gontijo, que também mantém outros contratos com o governo do Distrito Federal. Esse dinheiro vai ser distribuído entre os beneficiários do "Mensalão do DEM".
Arruda ia ser o vice de Serra, que disse: “Se eu definisse algo no plano nacional e ele viesse junto, o lema seria 'vote num careca e leve dois'”.
Meses antes do mensalão do DEM vir a público, a NaMariaNews já mostrava que a mesma empresa Call Tecnologia e Serviços Ltda. conquistou um contrato milionário com a Prefeitura de São Paulo, em abril de 2006 (no apagar das luzes da gestão tucana de José Serra antes de passar a faixa ao vice Gilberto Kassab).
A Uni-Repro Serviços Tecnológicos e a Call Tecnologia foram duas empresas de serviços de atendimento telefônico, xerox e outros do gênero, que superfaturavam absurdamente seus preços e depois redistribuiam dinheiro aos participantes do esquema do Mensalão do DEM em Brasília. As duas empresas também mantiveram contratos milionários com a Prefeitura e o Estado de São Paulo nas administrações Serra&Kassab.
Por exemplo, segundo o jornal O Estado de São Paulo, entre 2006 e 2009, a Prefeitura de São Paulo pagou R$ 106,9 milhões às duas empresas, por “serviços prestados”.
Em abril de 2009, a Call Tecnologia e Serviços Ltda. conquistou outro contrato, desta vez com o governo estadual de São Paulo, mas o governador era o mesmo José Serra, que era prefeito em 2006, e o mesmo que foi candidato a presidente em 2010 pelo partido que recebeu os R$ 8,25 milhões da mulher do dono da Call Tecnologia e Serviços Ltda.
Não é preciso fazer ilações para o leitor perceber o mau cheiro que exala desse sistema de financiamento privado de campanha, e porque seus defensores são a mesma turma da privataria tucana: José Serra, FHC, Aécio Neves, Álvaro Dias, José Roberto Arruda, etc.
Lançando uma luz mais atualizada nessa obscura participação do conhecido empresário brasiliense na vida política demotucana nacional, vamos encontrá-lo em uma gravação realizada pela Polícia Federal com autorização judicial, onde ele ou sua empresa que tem o seu nome, é citada como parceira num negócio com a organização criminosa de Carlinhos Cachoeira, enraizada na política institucional de Goiás, juntamente com seus sócios (ex-)ocultos Demóstenes Torres e Marconi Perillo, entre outros.
Se a "CPMI do Cachoeira" averiguar esse "negócio" e seguir o rastro do dinheiro, aonde será que vai dar?


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